FICHA DE INSCRIÇÃO CONEA

FICHA INSCRIÇÃO 53°CONEA

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53° CONEA E CURSO DE COORDENADORES

Curso de Coordenadores 53° CONEA – Arquivo

FEAB – Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil

53˙ CONEA – Santa Maria

Coordenação Nacional Curitiba 2009/2010

53º CONEA e o Curso de Coordenadores

O Congresso Nacional dos Estudantes de Agronomia (CONEA), é o evento que delibera as políticas que a nossa federação irá tocar nos próximos períodos, além de ter um caráter formativo para nossa militância, e de aproximação de novos estudantes para a FEAB. Com isso contamos com espaços como os painéis principais, vivências, painéis paralelos, PNEB´S, troca de experiências, PREB´S, culturais, plenária de gênero, grupos de discussão, além da plenária final, onde a FEAB decide suas próximas ações através das deliberações que são fruto das discussões coletivas dos estudantes presentes no CONEA.

O 53º CONEA que ocorrerá em Santa Maria-RS, na UFSM, dos dias 25 de julho à 1 de agosto, terá como temática “As contradições do Campo Brasileiro e a necessidade de transformação da Universidade”, procurando abordar a realidade agrária do nosso país, trazendo o debate pro âmbito da universidade.

Painel I- Questão agrária (histórico e conjuntura atual)- Este painel visa fomentar o debate sobre as contradições no campo brasileiro, o modelo agrícola e agrário de nosso país e suas complicações ao desenvolvimento social, político e econômico. Busca alavancar as contradições do modo produção capitalista, e a necessidade de uma transformação estrutural em nossa sociedade, além das tarefas colocadas aos movimentos sociais para o próximo periodo.


Painel II- Universidade e Formação profissional-
Este painel visa um debate sobre a construção das universidades na América latina e no Brasil, demonstrando a sua função na construção da hegemonia da ideologia da classe dominante, de como as universidades e a educação servem como instrumento de manutenção e libertação de um modo de produção na sociedade. Também visa abordar aspectos da formação profissional da agronomia e busca por uma formação libertadora, e os desafios da conjuntura atual.
Painel I- Questão agrária (histórico e conjuntura atual)-
Este painel visa fomentar o debate sobre as contradições no campo brasileiro, o modelo agrícola e agrário de nosso país e suas complicações ao desenvolvimento social, político e econômico. Busca alavancar as contradições do modo produção capitalista, e a necessidade de uma transformação estrutural em nossa sociedade, além das tarefas colocadas aos movimentos sociais para o próximo periodo.

Sucessão: momento em que todas as delegações presentes serão reconhecidas. As escolas que se propuserem a assumir alguma instância da federação farão suas intervenções.

Grupos de Discussão (GD’s): os GD’s têm por objetivo o debate, a reflexão e o aprofundamento do tema apresentado no painel anterior. Nestes grupos serão incitados a produção e o debate de propostas para o conjunto da federação. São ainda, espaços de constante integração dos participantes e de avaliação do andamento dos trabalhos do evento, com críticas e propostas a serem encaminhadas à plenária.

Vivências: momento quer acontecerá em locais diversos e externos ao espaço físico do congresso e que necessariamente ambientem e problematizem as bandeiras da federação.

Plenárias Nacionais de Entidades de Base (PNEB´s): durante as PNEB’s são discutidas as bandeiras de luta da Federação, o acúmulo que se teve referente a ela no último ano, e a indicação dos rumos para o próximo período. Neste CONEA a proposta metodológica para otimizar o tempo da Plenária Final e estimular a participação dos estudantes com o mesmo entusiasmo em todas as PNEB’s, é que em cada PNEB se discutam  propostas de caráter político ( e não “tarefista”) e que estas sejam sistematizadas, apresentadas, consensuadas e deliberadas ao término de cada PNEB.

Troca de experiências: espaços para os estudantes exporem sua experiência em determinadas atividades, sejam estas de cunho acadêmico, extra curricular ou articulações políticas.

Plenárias Regionais de Entidades de Base (PREB´s): são espaços onde cada regional discute as políticas da FEAB referente à sua região. Durante as PREB´s são avaliados os trabalhos da Coordenação Regional e debatido a sucessão da Superintendência Regional.

Ato Público: espaço em que os congressistas irão externalizar à comunidade temas de grande importância para a sociedade riograndense e brasileira discutidos no evento. Serão utilizadas várias formas de comunicação com população local.

Plenária Final: Na plenária final serão deliberadas propostas referentes a assuntos que não foram tratados nas PNEB’s, como finanças, comunicação, etc, além de serem encaminhadas as propostas de sucessão

Cultural: conjunto de ocasiões no CONEA onde se busca resgatar e valorizar a cultura                           gaúcha e brasileira através de mostras artísticas que retratem a diversidade de nossos costumes.

O que é ser coordenador em um CONEA?

Ao longo dos anos e no transcorrer dos encontros regionais e congressos nacionais dos estudantes de agronomia, relevou-se a questão da participação de estudantes de escolas além das escolas-sede na organização e promoção do debate político em questão de cada congresso, por determinados motivos.

O primeiro motivo que se visualiza trata da própria questão organizativa do congresso, aonde os coordenadores passam a de fato integrar a comissão organizadora em determinadas funções, atenuando o desgaste da C.O. aonde é necessário auxílio, o que trata de culminar no incremento da qualidade estrutural de determinado congresso.

O segundo (e certamente principal) é a promoção e o desenvolvimento do debate político, contribuindo para o avanço da tomada do processo de consciência, capilarizando as discussões por todos no congresso. Para facilitar a integração dos grupos (trazida do próprio curso de coordenadores) para as discussões do congresso, são utilizadas ferramentas como as dinâmicas que são aplicadas especificamente a cada situação e para cada objetivo, da apresentação à síntese das discussões, a mística e as intervenções que sensibilizam o congressista para o espaço.

Não somente este fator é estimulante da discussão, pois trata de integrar desconhecidos, estimulá-los a debater e atraí-los as pautas e discussões da totalidade da Federação, dentro da temática do congresso, mas também se torna fundamental para operacionalizar as tarefas delegadas aos grupos de trabalho, que são formados de acordo com a necessidade estrutural de cada congresso.

Objetivos:

  • Construir uma unidade entre coletivo de coordenadores;
  • Capacitar para coordenação de grupos de discussão, sua função dentro do congresso;
  • Apresentar as ferramentas (mística, dinâmicas, agitação, intervenção) para facilitar os tarefas dos coordenadores durante o congressos, assim como formação sobre o papel dessas ferramentas e métodos pedagógicos;
  • Apresentar a FEAB, sua estrutura organizativa e sua função social;
  • Formação sobre as temáticas relacionadas ao CONEA, assim como detalhes de infraestrutura, programação, etc
  • Formação sobre o papel do movimento estudantil na universidade;
  • Quem assumiu essa tarefa (CO)? Quem está somando nessa construção (Coordenadores)? Pra quem é o CONEA (base da feab, estudantes de agronomia)?
  • Divisão das tarefas durante o CONEA;
  • Sensibilização da importância do papel do coordenador dentro de um congresso, uma vez que esses que terão o contato direto com os congressistas;

Grade:

20/07 21/07 22/07 23/07 24/07
Abertura, FEAB, últimos CONEA’s, Papel dos Coordenadores e Integração Questão Agrária e desenvolvimento do capitalismo no campo. Movimento estudantil e história FEAB Divisão e trabalhos nos grupos(Coletivo de Coordenadores e Coletivo de Mística)
Capitalismo, Luta de Classes, Sociedade atual. Universidade, educação e estado. Divisão e trabalhos nos grupos(Coletivo de Coordenadores e Coletivo de Mística) Divisão e trabalhos nos grupos(Coletivo de Coordenadores e Coletivo de Mística)
Chegada Agitação e Propaganda Formação Profissional Jornada Socialista Livre

Metodologia:

O curso de coordenadores será participativo , contando com elementos da metodologia do instituto Josué de Castro. Onde haverá a distribuição dos coordenadores em núcleos de base ( NB) e se trabalhará a prática de coordenação e relatoria dos espaços. Ao final de cada dia de formação ocorrerá um momento de avaliação coletiva dos espaços onde busca-se o acúmulo de avaliações para FEAB. O curso de coordenadores contará com a presença de inúmeros colaboradores, porém a direção do processo será da comissão organizadora do congresso (CO+CN). Todos os elementos de coordenação e condução dos espaços, bem como as místicas e dinâmicas serão trabalhados de maneira pedagógica durante todo o decorrer do curso de coordenadores.  A partir da tarde do dia 23 irá ser divido o curso em dois grupos. Um que ficará com a responsabilidade de atuar na coordenação dos espaços e outro que irá ser responsável pela mística, agitação, criatividade e disciplina durante o CONEA. A escolha e definição dos companheiros e companheiras que irão compor cada coletivo dar-se-á durante o curso, a partir de critérios como afinidade dos estudantes, escola (numero de integrantes por escola, exemplo dois militantes é provável que um fique na coordenação e outro em mistica) , gênero, NB durante o curso, histórico de militância, buscando sempre um máximo de diversidade e de debates construtivos nos coletivos.

Se aprocheguem em Santa Maria

O CONEA e o Curso de Coordenadores acontecerá na Universidade Federal de Santa Maria, localizado no bairro Camobi, distante 08 Km do centro da cidade, na Avenida Roraima, número 1000.

Ao chegar em Santa Maria, tentaremos providenciar o transporte até a UFSM, caso não seja possível existem duas possibilidades:

  • Ônibus: É necessário pegar um ônibus até o centro de Santa Maria, na frente da rodoviária, descendo no ultimo ponto da linha. Após será necessário caminhar alguns metros até chegar no parada e pegar o ônibus Linha Universidade, sendo que os ônibus vão até 00;00 hs;
  • Táxi ou mototáxi: O táxi, no valor de aproximadamente R$ 25,00, e o mototáxi no valor de R$ 9,00.

O que trazer

Quem virá para o Curso de Coordenadores deverá trazer o famoso “kit militante”, colchão, cobertor, material de higiene pessoal,prato,talheres ( para o curso de coordenadores),e muita roupa de frio.

Contatos da Comissão Organizadora

André Volpato: 0XX55- 9169 8912 (Claro)

Toni: 0XX55- 9606 8113 (Vivo)

Cabelo: 0XX41- 9823 7617 (Tim)

Estudantes da UFSM barram aprovação de proposta de Vestibular da Reitoria

Cria vergonha! O seu REItor, não te elegeram pra virar um Ditador!”

Na manhã desta terça-feira (22/6) o movimento estudantil da UFSM barrou a realização do CEPE (Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão) que iria aprovar de forma autoritária a proposta de novo vestibular elaborado pela Reitoria da UFSM.
Os estudantes se manifestaram tanto por discordar da proposta elaborada pela Reitoria, como por repudiar a forma antidemocrática que a mesma vem encaminhando o processo, sem realizar um amplo debate com toda a sociedade.
Atualmente a UFSM possui dois processos seletivos: 80% ingressam pelo Vestibular tradicional e 20% pelo PEIES (Programa de Ingresso ao Ensino Superior), programa de avaliação seriada durante todo o Ensino Médio. Em 2007 conquistamos a aprovação do programa de Ações Afirmativas da UFSM para estudantes oriundos de escolas públicas, afro-brasileiros, indígenas e portadores de necessidades educativas especiais.
A proposta construída pela Reitoria é a fusão entre PEIES e Vestibular, acabando com percentuais específicos de cada modalidade, que passarão a se chamar Modalidade Seriada e Modalidade Única, além de utilizar 20% da composição da nota pelo Novo ENEM. Na prática isto irá acarretar um grande prejuízo a toda educação gaúcha, pois reforçará a padronização curricular e o engessamento do trabalho docente nas escolas, estimulando um viés alienante de educação bancária, a competição e a decoreba, disseminando “cursinhos pré-PEIES” por todo o estado. Esta proposta foi simplesmente apresentada em “audiências públicas” sem divulgação e nenhuma crítica foi sequer considerada. (disponível no site da Coperves)
O DCE-UFSM elaborou uma proposta alternativa de forma de ingresso, o Processo Transversal de Seleção, o qual protocolou no CEPE em contraponto a proposta da Reitoria. O PTS consiste em um processo seletivo em duas etapas, ambas com peso de 50%. A primeira etapa é o Novo ENEM, com o objetivo de contemplar o currículo escolar e por ser uma prova mais reflexiva, sem, no entanto, disponibilizar as vagas da UFSM ao SiSU (Sistema de Seleção Unificada) do MEC. A segunda etapa consiste de uma prova dissertativa de 5 questões, elaborada a partir de um tema transversal sorteado dentre dez temas transversais (gênero, meio ambiente, direitos humanos, etc.) divulgados pela UFSM para toda sociedade no início de cada ano, sendo elaborada uma prova específica para cada área do conhecimento (Centros da UFSM, rurais, humanas, artes, saúde, etc.). O principal objetivo desta proposta é gerar um menor impacto da UFSM no Ensino Médio, maior liberdade para as escolas e educadores formarem seu currículo e definir sua metodologia de ensino, estimulando o uso dos Temas Transversais e o trabalho multidisciplinar entre os educadores, com o incentivo a leitura, a escrita e a reflexão crítica aos educandos. (Proposta completa)
A Reitoria da UFSM praticamente desconsiderou a proposta elaborada pelos estudantes e não a encaminhou ao CEPE. Já em relação a sua proposta oficial, mesmo sem esta estar na pauta do CEPE de sexta-feira passada (18/6), através de uma manobra política o Reitor fez com que fosse à discussão, em que o DCE pediu vistas do processo para apresentar um parecer contrário. Em uma nova manobra, o Reitor convocou para esta terça-feira (22/6) a realização de um CEPE extraordinário.


Patrolando de ponta a ponta! educação: quem vai pagar a conta?”Diante desta situação, cerca de 100 estudantes mobilizaram-se para barrar a realização deste CEPE extraordinário e exigir que a proposta elaborada pelo DCE entrasse para a pauta do Conselho, que deve ser realizado em sessão ordinária na quinta-feira da próxima semana (1/7). Munidos de cartazes e apitos os estudantes foram até o último andar da Reitoria e impediram a entrada de qualquer pessoa na Sala dos Conselhos, conquistando os objetivos do ato. Assim, na próxima quinta ocorrerá um CEPE em que estarão em pauta as duas propostas de forma de ingresso para a UFSM existentes na UFSM. Após a realização do ato discutimos com o Reitor na Sala dos Conselhos, apresentando nossas divergências e cobrando a realização de um Congresso Estatuinte Paritário para democratizar a UFSM. (notícias televisionadas na mídia gaúcha aquiaqui, que não explicam direito o que aconteceu.)Na tarde desta quarta-feira (23/6) foi realizado um debate pelo DCE sobre as duas formas de ingresso em questão e os impactos no Ensino Médio, contando com a presença da Reitoria, DCE e educadores, em que novamente confirmaram-se nossas críticas a proposta da Reitoria, que não passa de um mero reajuste técnico com o objetivo de trazer mais lucros a UFSM por meio do processo seletivo, sem alterar em nada a essência do vestibular, enquanto que a proposta do DCE visa estabelecer uma relação de novo tipo entre universidade, vestibular e ensino básico.



Seguiremos em luta!

Ações do documento A crise na agricultura brasileira

João Pedro Stedile defende, em entrevista, um novo modelo agrícola: produção de alimentos sem agrotóxicos em pequenas e médias propriedades voltada para o mercado interno

O integrante da direção nacional do MST, João Pedro Stedile, analisa nesta entrevista, concedida à revista Carta Capital (www.cartacapital.com.br), a crise da agriculturabrasileira. Para ele, a situação atual do agronegócio tem raízes na dependência às empresas transnacionais, que controlam os comércio agrícola e o fornecimento de insumo aos produtores de monocultura para exportação. Dessa forma, ficaram reféns da dinâmica do mercado internacional de preços, que abalaram os lucros do setor.

“O governo precisaria pensar uma política mais estável que, de fato, priorize a organização de toda a produção agrícola, baseada na pequena e média agricultura. Os grandes produtores, auto-suficientes no agronegócio, que se virassem no mercado. No entanto, o que acontece é que quando o agronegócio dá lucro mandam o governo e a sociedade brasileira às favas”, explica.

Além das críticas ao agronegócio, Stedile propõe um novo modelo agrícola, baseado em pequenas e médias propriedades, para fomentar a produção para o mercado interno de alimentos saudáveis sem agrotóxicos. “O novo modelo agrícola passa necessariamente por um novo modelo de desenvolvimento nacional, que priorize a distribuição de renda, a indústria nacional e a prioridade absoluta em gerar trabalho e emprego para o povo ter renda”, afirma.

Leia, a seguir, a versão integral da entrevista.

Pergunta – Qual é o motivo da atual crise na agricultura brasileira?

João Pedro Stedile – A agricultura brasileira está dividida entre três segmentos claros. Tem os pequenos agricultores, familiares e camponeses, que produzem para o mercado interno. Temos os médios produtores de 100 a 1000 hectares, que são agricultores e empreendedores. Por fim, temos o chamado agronegócio, dos grandes fazendeiros acima de mil hectares de terra. A crise se manifesta de forma diferente em cada um deles.

Pergunta – Qual a diferença?

Stedile – Entre os agricultores familiares, temos uma crise de falta de mercado e de contenção de preços. A população não tem renda para aumentar consumo de queijo, pão, leite, iogurte, carnes e embutidos produzidos por essa faixa. Já os médios e grandes, que aderiram ao agronegócio, passa apenas por uma crise de taxa de lucro. Ficaram dependentes de transnacionais, que controlam todo o comercio agrícola e o fornecimento dos insumos. Como o preço da soja e das commodities agrícolas, em geral, é manipulado pelas empresas transnacionais, estão dependentes delas.

O lucro da exploração agrícola, que antes ficava com os latifundiários, agora vai para as empresas transnacionais. Veja que engraçado: deu seca nas lavouras nos Estados Unidos; deu seca aqui e o preço da soja caiu mesmo assim. Porque? Com a palavra a Monsanto, Bunge e Cargill.

Em resumo, a crise se deve à natureza dependente desse modelo neoliberal que entregou as exportações aos interesses das empresas transnacionais que controlam o comércio internacional.

Pergunta – Até que ponto o pacote agrícola bilionário do governo federal resolve o problema?

Stedile – O pacote não atingiu em nada a natureza da crise. Não muda a relação de dependência. Não muda preços de insumos, salários nem o preço dos produtos, que são os três componentes da viabilidade do negócio. O governo apenas transferiu as dívidas que a falta de lucro do agronegócio no país gerou para serem cobradas ao longo de cinco anos. Prometeram mais recursos de crédito para a próxima safra que começa em agosto. E baixou a taxa de juros dos médios e grandes para o mesmo patamar dos pequenos, ou seja, apenas 8,75% ao ano. O Tesouro Nacional vai assumir a diferença até da Taxa Selic. O dinheiro é do banco, não do governo. O custo dessa diferença, seja das dívidas passadas (ao redor de 20 bilhões) seja do credito desse ano (ao redor de 40 bilhões) será superior a 6 bilhões de reais para os cofres públicos.

Pergunta – Nesse quadro, o que o governo brasileiro deveria fazer?

Stedile – O governo precisaria pensar uma política mais estável, que de fato priorize a organização de toda a produção agrícola, baseada na pequena e media agricultura. Os grandes produtores, auto-suficientes no agronegócio, que se virassem no mercado. No entanto, o que acontece é que quando o agronegócio dá lucro mandam o governo e a sociedade brasileira às favas. Aplicam em bens de luxo. Quando dá prejuízo correm para cobrar a conta para que todos paguemos. É o famoso capitalismo sem risco, que só dá lucro, mas somente para alguns. Depois reclamam que aumenta a pobreza e a desigualdade.

Pergunta – A atual crise pode ter que tipo de reflexo para os trabalhadores do campo? Pode haver um aumento de trabalhadores sem terra?

Stedile – Não é só a crise que gera conseqüências sociais. Na verdade, é o modelo do agronegócio que traz enormes prejuízos para os trabalhadores rurais e toda a sociedade brasileira. O modelo agroexportador está baseado nas premissas de organizar a produção especializada na monocultura, em grandes extensões de terra, usando sempre venenos – os agrotóxicos. Utilizam a mecanização intensiva, portanto, despedem mão-de-obra e produzem simplesmente para exportar. O pior é que pagam os mais baixos salários da sociedade brasileira. Dificilmente um assalariado rural ganha mais do que um salário mínimo. Há até casos de trabalho escravo. Dos 60 milhões de hectares cultivados, temos hoje 70% dedicados a apenas cana, soja e laranja. O modelo é perverso. Exauri nossos recursos naturais, pratica técnicas que comprometem o futuro da natureza, impõe a monocultura que destrói a biodiversidade e expulsa mão-de-obra do campo. Só nessa crise, mais de 300 mil trabalhadores assalariados rurais perderam o emprego. Vieram para os acampamentos do MST ou foram para as periferias engrossar a miséria das grandes cidades. Isso abre os caminhos para a criminalidade e leva as pessoas para os presídios. A sociedade brasileira precisa pensar outro modelo para a organização da produção agrícola. O agronegócio não resolve a pobreza e a desigualdade do povo brasileiro no meio rural. Pelo contrário, só agrava.

Pergunta – Qual a relação dos protestos dos produtores rurais do centro-oeste e as manifestações do MST? Há um objetivo comum nos dois casos ou são causas completamente diferentes?

Stedile – Houve apenas uma coincidência de calendário. De um lado, os fazendeiros do agronegócio levaram seus tratores e seus empregados rurais para fazer número e bloquearem estradas para pressionar o governo para liberar mais dinheiro para pagar as dividas do setor, em especial da soja e algodão. De outro lado, de abril até maio, se intensificaram as manifestações de trabalhadores sem-terra em todo o país para cobrar do governo mais pressa na Reforma Agrária e cobrar a solução dos problemas dos assentamentos. O governo nem se quer vem cumprindo o Plano Nacional de Reforma Agrária que ele mesmo assinou. Não se cumpre também a lei, que determina a atualização dos índices de produtividade para medir se uma fazenda é produtiva ou não para encaminhar a desapropriação. Os índices são ainda de 1975. O governo não tem coragem de atualizar a tabela e cumprir o que a lei manda.

Pergunta – Os produtores reclamam que, apesar de serem desestimulados a continuar a plantar, não podem reduzir as áreas plantadas sob pena de desapropriação. Qual é a sua opinião a respeito?

Stedile – A choradeira que aparece nos jornais de que alguns especuladores ameaçam deixar de plantar é própria de quem não é agricultor. O verdadeiro agricultor, mesmo o fazendeiro capitalista, sabe que sua profissão é plantar. Mas os oportunistas querem apenas mamar nas tetas do Estado. São os grandes latifundiários, que moram aqui em São Paulo, vão de avião para suas enormes fazendas, ai ficam fazendo essas ameaças. De fato, ficam mudando de ramo: às vezes estão no gado, depois pulam para a cana-de-açúcar, para especulação na bolsa, imóveis urbanos etc. A lei é clara: quem não produz devidamente deve ser desapropriado.

Segundo o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) e os estudos do II Plano Nacional de Reforma Agrária, poderiam se desapropriar 120 milhões de hectares hoje sem afetar praticamente a produção de grãos e alimentos. As áreas mais afetadas seriam da pecuária extensiva da exploração predatória e áreas que de fato seus proprietários têm outros negócios. A Reforma Agrária não assusta ninguém que realmente produz.

Pergunta – Qual seria o cenário ideal para que produtores rurais e trabalhadores do campo convivessem pacificamente? Isso é possível?

Stedile – Nós vivemos numa sociedade complexa e dividida entre ricos e pobres. Daí a enorme desigualdade social. No entanto, é possível e necessário uma convivência pacifica. Primeiro, os fazendeiros precisam se dar conta que no modelo neoliberal os seus inimigos são as empresas transnacionais e os bancos. E não os pobres do campo, que não tem onde sobreviver. Em segundo lugar, precisam se dar conta que nenhum deles fabricou terra e os bens da natureza. Os bens da natureza pertencem a toda sociedade e a todo o povo brasileiro.

Portanto, devemos discutir uma forma de organizar a produção e o uso que beneficie a toda população e não apenas meia dúzia de especuladores do agronegócio. O uso da natureza deve ajudar a combater a pobreza e a desigualdade social. Em terceiro lugar, temos que construir um novo modelo agrícola baseado na pequena e média propriedade. Para isso, precisamos estabelecer limites no tamanho da propriedade rural.

Não se pode admitir que uma empresa qualquer tenha 100 mil ou 1 milhão de hectares apenas porque tem dinheiro. Os verdadeiros agricultores, mesmo capitalistas, sabem que com uma fazenda de 1000hectares pode ganhar muito dinheiro. Em quarto lugar, temos que organizar a produção, antes de tudo, para o mercado interno.

O maior mercado de alimentos potencial não é a Europa nem Estados Unidos são os pobres do Brasil. Aqui temos 60% da população que se alimenta mal. Ou seja, temos 120 milhões de brasileiros querendo consumir, mas não tem renda. O novo modelo agrícola passa necessariamente por um novo modelo de desenvolvimentonacional, que priorize a distribuição de renda, a indústria nacional e a prioridade absoluta em gerar trabalho e emprego para o povo ter renda. Por último, temos que passar a adotar técnicas de produção agrícola que respeitem o ambiente, produzam alimentos saudáveis e não cheios de agrotóxicos, que afetam a saúde de toda a população, inclusive a da cidade, que muitas vezes pensa que não tem nada a ver com isso. Depois, podem pagar a conta desse desconhecimento no hospital.

Emir Sader: Assim se desmoraliza a ONU

Por Emir Sader, em seu blog

A ONU nasceu, no segundo pós-guerrra, para administrar o mundo conforme os interesses e as visões das potências vencedoras na guerra. Embora aparecesse como um instrumento de democratização nas relações políticas internacionais – de que a existência da Assembléia Geral é a expressão mais direta -, ela reproduziu as relações de poder existentes no mundo, ao depositar em um Conselho de Segurança o poder real da organização.

Composto pelos 4 países vencedores da Segunda Guerra como seus membros permanentes, – EUA, Inglaterra, França, Rússia, aos que se acrescentou a China, ao se tornar potência nuclear a normalizar suas relações com os EUA -, que detêm poder de veto – a que basta um voto contra – sobre qualquer decisão que tome a Assembléia Geral.

Significativas são as decisões anuais de fim do bloqueio norteamericano sobre Cuba e de retirada das tropas israelenses dos territórios palestinos, para que se funde um Estado palestino, que são reiteradamente aprovadas por esmagadora maioria, contra o voto dos EUA, de Israel e de algum país exótico, às vezes. Mas basta o poder de veto dos EUA, para inviabilizar sua aprovação.

Sem ir muito longe no tempo, – quando a ONU foi instrumento das potências ocidentais na guerra fria – recordemos apenas que os EUA e a Inglaterra não conseguiram maioria no Conselho de Segurança para invadir o Iraque, com alegações que rapidamente se revelaram falsas.

Ainda assim essas duas potências invadiram, destruíram o Iraque, onde se encontram até hoje, provocando centenas de milhares de mortos. Que punição adotou a ONU em relação a essa tremenda brutalidade, não apenas por ter sido tomada contra a posição da ONU, mas pelos massacres que produziu e segue produzindo, além da destruição de lugares históricos, da mais antiga civilização do mundo? Nem formalmente tomaram decisão alguma de punição.

É agora essa mesma instituição, – que tem no seu Conselho de Segurança, como membros permanentes, com poder de veto, às maiores potências bélicas, aos maiores fabricantes de armamentos do mundo, aqueles que abastecem a todos os conflitos bélicos existentes no mundo, a que se supõe que a ONU deveria tratar de que não existissem ou que os pacificasse -, aprova punições ao Irã sob suspeita de que esse país poderia chegar a fabricar armamento nuclear. Isso, depois dos governos do Brasil e da Turquia terem conseguido do governo do Irã as exigências que as próprias Nações Unidas haviam solicitado.

Uma instituição que nada faz para punir a Israel, que assumidamente possui armamento nuclear – com que ameaça, regularmente, de bombardear o Irã -, que ofereceu esse armamento à Africa do Sul na época dos governos racistas – conforme provas recentes de um livro, que publica documentos que deixam claro esse oferecimento, que ocupa violentamente os territórios palestinos. Não faz e atende as demandas de Israel de que o Irã seja punido.

Uma decisão promovida pela maior potência bélica da história da humanidade, que possui bases militares em mais de 150 países, que foi o único pais que atirou bombas atômicas sobre outro – em Hiroshima e Nagasaki -, matando milhões de pessoas, que tem um histórico de agressões, invasões – como até hoje ocorre também no Afeganistão, com aprovação da ONU -, de golpes militares, de assassinatos de mandatários de países estrangeiros, de guerras, invasões e ocupações de outros países.

Essa instituição, hegemonizada por essa potência, aprovou sanções contra o Irã, depois de deixar impune a todos os atos de agressão militar dos EUA, cujo arsenal de guerra não deixa de se aperfeiçoar e se multiplicar. O que esperar de uma instituição assim, controlada pelas potências que protagonizaram as grandes guerras e seguem com seu papel imperialista, contra a grande maioria dos países do mundo? Por que não submetem essa decisão à Assembléia Geral, para constatar a reação de todos os governos do mundo, vítimas da dominação imperial dessas potências bélicas que, como disse Lula, necessitam inimigos, a quem diabolizar, para tentar evitar que sejam elas mesmas julgadas e condenadas como as maiores responsáveis pelas guerras que ainda assolam o mundo, fomentadas por elas mesmas.

El Imperio y la Mentira, por Fidel Castro

Introdução de  Moniz Bandeira

O comandante, no artigo abaixo, acertou no alvo. É muito estranho o torpedeamento da corveta Cheonan, da Coréia do Sul. Qual o interesse que teria a Coréia do Norte em torpedeá-la? Qual o motivo? Qual o objetivo? A investigação de um assassinato geralmente implica a pergunta: a quem interessa o crime? Quem teria motivo para cometê-lo? Não há evidência de que à Coréia do Norte interessasse o torpedeamento da corveta. Por que o faria? Qual o motivo? Qual o objetivo? Aparentemente nenhum. Por sua vez, a Coréia do Sul não teria interesse em torpedear sua própria corveta para criar um conflito com a Coréia do Norte. Nada ganharia com isso. Porém, aos Estados Unidos convém e interessa criar tensões na península com o objetivo de ter meios e justificativa para por mais pressão o primeiro ministro do Japão, Yukio Hatoyama a retirada da base aérea instalada em Okinawa e do Corpo de Marines lá aquartelado. Eis o motivo do crime. Okinawa é um dos porta-sombrinhas do guarda-chuvas atômico dos Estados Unidos no NE asiático. Segundo sei, essa base aérea na ilha Japão é cercada de cidade por todos os lados, como se fosse o Aeroporto de Congonhas.

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El Imperio y la Mentira

Fidel Castro

No me quedó otra alternativa que escribir dos reflexiones sobre Irán y Corea, que explican el peligro inminente de guerra con el empleo del arma nuclear. A su vez, expresé ya la opinión de que uno de ellos podía subsanarse si China decidía vetar la resolución que Estados Unidos promueve en el Consejo de Seguridad de Naciones Unidas. El otro depende de factores que escapan a toda posibilidad de control, debido a la conducta fanática del Estado de Israel, convertido por Estados Unidos a su actual condición de fuerte potencia nuclear, que no acepta control alguno de la superpotencia.

Cuando se produce la primera intervención de Estados Unidos para aplastar la Revolución Islámica en junio de 1953, en defensa de sus intereses y los de su estrecho aliado el Reino Unido, que llevó al poder a Mohammad Reza Pahlevi, Israel era un pequeño Estado que no se había apoderado todavía de casi todo el territorio palestino, parte de Siria y no poco de la vecina Jordania, defendida hasta entonces por la Legión Árabe, de la que no quedó ni la sombra.

Hoy los cientos de cohetes con ojivas nucleares, apoyados por los aviones más modernos que le suministra Estados Unidos, amenazan la seguridad de todos los Estados de la región, árabes y no árabes, musulmanes y no musulmanes, que están al alcance del amplio radio de acción de sus proyectiles, que pueden caer a pocos metros de sus objetivos.

El pasado domingo 30 de mayo, cuando escribí la reflexión El imperio y la droga, no había ocurrido todavía el brutal ataque contra la flotilla que transportaba víveres, medicamentos y artículos para el millón y medio de palestinos sitiados en un pequeño fragmento de lo que fuera su propia Patria durante miles de años.

La inmensa mayoría de las personas invierten su tiempo y luchan para enfrentar las necesidades que les impone la vida —entre ellas el alimento, el derecho a la recreación y al estudio, y otros problemas vitales de los familiares más allegados—; no pueden detenerse en la búsqueda de información sobre lo que está ocurriendo en el planeta. Uno los ve en cualquier parte con expresiones de nobleza y confiando en que otros se encargarán de buscar soluciones a los problemas que los agobian. Son capaces de alegrarse y sonreír. Alegran de esta forma a los que tenemos el privilegio de observar con ecuanimidad las realidades que nos amenazan a todos.

El extrañísimo invento de que Corea del Norte había hundido la corbeta sudcoreana Cheonan —diseñada con tecnología de punta, dotada con amplio sistema de sonar y sensores acústicos submarinos—, en aguas situadas frente a sus costas, la culpaba del atroz hecho que costó la vida de 40 marinos sudcoreanos y decenas de heridos.

No era fácil para mí desentrañar el problema. No tenía, por un lado, la forma de explicarme que fuera posible para gobierno alguno, por mucha autoridad que disfrutara, utilizar los mecanismos del mando para dar la orden de torpedear una nave insignia. Por otro lado, no creí por un segundo la versión de que Kim Jong Il diera esa orden.

Carecía de elementos de juicio para llegar a una conclusión, pero tenía la seguridad de que China vetaría un proyecto de resolución del Consejo de Seguridad que sancionara a Corea del Norte. Por otro lado no tenía duda alguna de que Estados Unidos no puede evitar el empleo del arma nuclear por parte del gobierno incontrolable de Israel.

En horas avanzadas del día 1º de junio comenzó a descorrerse el velo de lo que realmente ocurrió.
Escuché a las 10 y 30 p.m. el contenido de un análisis agudo del periodista Walter Martínez, que elabora Dossier, programa estelar de la televisión venezolana. Él llegó a la conclusión de que Estados Unidos hizo creer a una y otra parte de Corea lo que cada una de ellas afirmaba de la otra, con el objetivo de resolver el problema de la devolución del territorio ocupado por la base de Okinawa que el nuevo líder de Japón, haciéndose eco de las ansias del país, demandaba. Su partido obtuvo un enorme respaldo en las elecciones debido a esa promesa suya de lograr el retiro de la base militar allí instalada, que es un puñal clavado desde hace más de 65 años en el corazón del Japón, hoy desarrollado y rico.

A través de Global Research se conocen los detalles verdaderamente asombrosos de lo que ocurrió, gracias al artículo de Wayne Madsen, periodista investigador que trabaja en Washington DC, que divulgó información de fuentes de inteligencia en el sitio web Wayne Madsen Report.

Dichas fuentes —afirmó— “…sospechan que el ataque contra la corbeta de guerra antisubmarina de la Armada sudcoreana Cheonan fue un ataque de bandera falsa hecho para que pareciera provenir de Corea del Norte.”

“Uno de los propósitos principales para el aumento de las tensiones en la península coreana era aplicar presión sobre el primer ministro japonés Yukio Hatoyama para que cambiara de política sobre el retiro de Okinawa de la base del Cuerpo de Marines de EE.UU. Hatoyama ha admitido que las tensiones por el hundimiento del Cheonan tuvieron una importante influencia en su decisión de permitir que los marines de EE.UU. permanecieran en Okinawa. La decisión de Hatoyama ha llevado a una división en el gobierno de la coalición de centroizquierda, un hecho saludado en Washington, por la amenaza del líder del Partido Socialdemócrata, Mizuho Fukushima, de abandonar la coalición por el cambio de actitud sobre Okinawa.

“El Cheonan fue hundido cerca de la isla Baengnyeong, un lugar del extremo occidental alejado de la costa sudcoreana, pero frente a la costa norcoreana. La isla está altamente militarizada y dentro del alcance de fuego de artillería de las defensas costeras norcoreanas, que está al otro lado de un estrecho canal.

“El Cheonan, una corbeta de guerra antisubmarina, tenía sonar de tecnología de punta, y además operaba en aguas con amplios sistemas de sonar hidrófono y de sensores acústicos submarinos. No existe evidencia sudcoreana de sonar o de audio de un torpedo, submarino o mini-submarino en el área. Ya que no hay casi navegación en el canal, el mar estaba silencioso en el momento del hundimiento.

“Sin embargo, la isla Baengnyeong alberga una base de inteligencia militar estadounidense-sudcoreana y SEALS [fuerzas especiales] de la Armada de EE.UU. operan desde la base. Además, había cuatro barcos de la Armada de EE.UU. en el sector, parte del Ejercicio Foal Eagle EE.UU.-Corea del Sur, durante el hundimiento del Cheonan. Una investigación de las huellas metálicas y químicas del torpedo sospechoso muestra que es de producción alemana.

“Existen sospechas de que los SEALS de la Armada de EE.UU. mantienen una muestra de torpedos europeos con fines de denegabilidad plausible para ataques de bandera falsa. Además, Berlín no vende torpedos a Corea del Norte, sin embargo, Alemania mantiene un programa de estrecha cooperación de desarrollo conjunto de submarinos y armas submarinas con Israel.

“La presencia del USNS Salvor, uno de los participantes en Foal Eagle, tan cerca de la isla Baengnyeong durante el hundimiento de la corbeta sudcoreana, también suscita preguntas.

“El Salvor, un barco civil de salvamento de la Armada, que participó en actividades de colocación de minas por los marines tailandeses en el Golfo de Tailandia en 2006, estuvo presente cerca del momento de la explosión, con un complemento de 12 buzos de aguas profundas.

“Pekín, satisfecha con la afirmación de inocencia de Kim Jong Il de Corea del Norte después de un viaje urgente en tren de Pyongyang a Pekín, sospecha del papel de la Armada de EE.UU. en el hundimiento del Cheonan, asociada a sospechas particulares respecto al papel jugado por el Salvor. Las sospechas son las siguientes:

“1. El Salvor participaba en una operación de instalación de minas en el lecho marino; en otras palabras, colocaba minas antisubmarinas disparadas horizontalmente en el fondo del mar.

“2. El Salvor estaba realizando inspección rutinaria y mantenimiento de minas en el lecho marino, y colocándolas en un modo electrónico activo —disparo por gatillo sensible— como parte del programa de inspección.

“3. Un buzo de los SEALS colocó una mina magnética en el Cheonan, como parte de un programa clandestino con la intención de influenciar la opinión pública en Corea del Sur, Japón y China.

“Las tensiones en la península coreana han eclipsado convenientemente todos los demás puntos de la agenda en las visitas de la secretaria de Estado Hillary Clinton a Pekín y Seúl.”

Así, de forma asombrosamente fácil, Estados Unidos logró resolver un importante problema: liquidar el gobierno de Unidad Nacional del Partido Demócrata de Yukio Hatoyama, pero a un altísimo costo:

1- Ofendió profundamente a sus aliados de Corea del Sur.

2- Destacó la habilidad y rapidez con que actuó su adversario Kim Jong Il.

3- Resaltó el prestigio de la potencia china, cuyo Presidente con plena autoridad moral se movió personalmente y envió a los principales líderes de China a conversar con el Emperador Akihito, el Primer Ministro y otras personalidades eminentes de Japón.

Los líderes políticos y la opinión mundial tienen una prueba del cinismo y la falta total de escrúpulos que caracterizan la política imperial de Estados Unidos.